Escola de Ciências da Saúde celebra 11º aniversário

09 Outubro 2011

A Escola de Ciências da Saúde celebrou ontem o seu décimo primeiro aniversário. O dia foi assinalado com a Cerimónia de Apresentação dos Novos Graduados em Medicina que contou com intervenções do corpo directivo, da Alumni Medicina e do NEMUM. O jornal Correio do Minho conta-nos como foi.

A excelência do ensino e da investigação praticados na Escola de Ciências da Saúde foi nota saliente de todas as intervenções na cerimónia do 11º aniversário desta unidade da Universidade do Minho (UM). Numa sessão em que foram apresentados os alunos graduados este ano e entregues prémios de mérito a estudantes e professores, o vice-presidente da Escola, Jorge Pedrosa, apontou a “medicina personalizada” com um desafio que se coloca aos novos médicos. Os métodos de diagnóstico molecular permitirão a prevenção da doença, mesmo antes da sua detecção por meios tradicionais de diagnóstico, anteviu Jorge Pedrosa, que é também director do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS). Aquele responsável considerou que a Escola de Ciências da Saúde e o seu instituto de investigação tem condições para responder aos novos desafios da medicina. Não conformados com os bons resultados do trabalho científico realizados pelo conjunto dos 58 investigadores e mais de centena de meia de estudantes de doutoramento e mestrado, a presidência da Escola de Ciências da Saúde aposta num “novo patamar de competitividade” que passa pelo aumento da massa crítica dos grupos de investigação, por um maior interface com as engenharias e pela criação de empresas de valor. Jorge Pedrosa está convicto que a actividade de investigação da Escola de Ciências da Saúde será alavancada através do laboratório associado ICVS 3B’s, nova estrutura do sistema cientifico e tecnológico português, a primeira totalmente baseada em grupos da UM. O vice-reitor da UM, Rui Vieira de Castro, apontou o laboratório associado como um dos desafios criados à Escola de Ciências da Saúde, a par da criação de um novo percurso de acesso ao mestrado integrado de Medicina para licenciados de outras áreas.

Procurar mais financiamento externo

A presidente da Escola, Cecília Leão, aproveitou a sessão de ontem para lembrar o “período difícil” que a instituição atravessa em termos financeiros, o que obriga a continuar a expandir fontes de financiamento alternativas às dotações do Estado. O ICVS da Escola de Ciências da Saúde tem actualmente 49 projectos de investigação com financiamento externo, oito dos quais em parceria com empresas privadas. Jorge Pedrosa constatou que o investimento privado em investigação está a crescer. A área da Saúde é a que mais artigos científicos produz em Portugal. Este ano, do ICVS sairam 80 artigos com alto impacto na comunidade científica.

Antigos alunos reclamam novo exame de internato

A Associação dos Antigos Alunos de Medicina da Universidade do Minho continua a reivindicar uma nova prova nacional de acesso ao internato médico. Pedro Morgado, presidente da ‘Alumni Medicina’ aproveitou, mais uma vez, a celebração do Dia da Escola de Ciências da Saúde para lamentar que os licenciados em Medicina continuem a sujeitar-se a um “exame obsoleto e ineficaz” para aceder às especialidades clínicas. Na sua intervenção, o presidente da ‘Alumni Medicina’ defendeu o Serviço Nacional de Saúde (SNS) como instrumento fundamental para assegurar a universalidade dos cuidados de saúde. Para Pedro Morgado, o SNS é uma “âncora da nossa democracia” na actual conjuntura de crise económica e financeira. Perante os alunos da 5ª graduação em Medicina com estágio integrado, Jorge Pedrosa, vice-presidente da Escola de Ciências da Saúde, defendeu que, no quadro de dificuldades que atravessamos, a Saúde deve ser vista como “um bem precioso” que exige “consciência ética e social dos médicos”.