Equipa do ICVS publica na Nature

11 Julho 2016

O ser humano sente prazer quando satisfaz uma necessidade ou desejo. A percepção do prazer é importante para a sobrevivência, porque faz com que os indivíduos se esforcem por determinadas acções que satisfazem as suas necessidades. Estas acções podem variar entre comer a comida preferida, beber um copo de vinho, fazer sexo ou ouvir uma música de que se goste. Tudo isto activa um circuito cerebral chamado sistema de recompensa. Este circuito abrange várias áreas cerebrais, entre elas o nucleus accumbens. Esta área é composta por dois tipos principais de neurónios, os D1 e os D2, que se pensava terem funções contrárias no comportamento. Os D1 estão associados ao processamento de estímulos positivos (como o prazer) e os D2 estão associados aos estímulos negativos.

A equipa liderada por Ana João Rodrigues e Nuno Sousa reavaliou a função destes neurónios no comportamento. O objectivo era compreender melhor o circuito de recompensa, que pode ser disfuncional em indivíduos com problemas de depressão ou de abuso de substâncias. Partindo do pressuposto de que a motivação leva os indivíduos a trabalhar para receber algo em troca, os investigadores do ICVS usaram ratos em restrição calórica para perceber a motivação em procurar uma recompensa.

Assim, os investigadores perceberam que os dois tipos de neurónios eram activados e que quanto maior a motivação mais neurónios D1 e D2 estavam activos. Os resultados do estudo agora publicado na prestigiada revista científica Nature Communications mostram que, contrariamente ao esperado, tanto os neurónios D1 como os D2 têm um papel importante na motivação.

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